Que alterações na equipa vai Carlo Ancelotti fazer?

Dois extremos enfrentam-se em Filadélfia e, consequentemente, na nossa previsão para o Brasil x Haiti: a maior nação da história do Mundial defronta uma das histórias mais emocionantes de azarões do torneio. Nem as melhores casas de apostas do Mundial de 2026, nem a análise de IA mostram clemência. No entanto, abordamos a nossa previsão para o Brasil x Haiti com um pouco mais de cautela do que se supunha antes do torneio. Surgiram algumas interrogações após a primeira jornada, às quais queremos primeiro obter respostas.

O Brasil é a única nação que, até à data, esteve presente em todas as fases finais do Mundial. Mas de que vale tal história se o presente não consegue competir com o passado? «Os Canarinhos» conquistaram o seu último título mundial em 2002. Desde então, sofreram várias derrotas dolorosas nas eliminatórias – na maioria das vezes contra equipas europeias.

Além disso, a qualificação para este torneio foi historicamente fraca: quinto lugar nas eliminatórias sul-americanas – o pior resultado de sempre. A federação reagiu a isso e nomeou Carlo Ancelotti, um dos treinadores de clubes mais bem-sucedidos da história. Aliás, o italiano tem imensa experiência com grandes estrelas e trabalhou também vários anos com a sua superestrela Vinicius Júnior no Real Madrid.

Ao contrário do jogo de estreia, a Seleção enfrenta um encontro completamente diferente na segunda jornada. Desta vez, a equipa de Ancelotti entra em campo como grande favorita e tem muito a compensar, tendo em conta a primeira jornada. Além disso, os melhores jogadores ofensivos deverão conseguir explorar melhor as suas qualidades nos confrontos individuais.

Tal como já se viu no primeiro jogo contra Marrocos, grande parte do jogo da seleção brasileira está concebida para destacar Vinicius Júnior. Aproveitamos isso, apostamos na Bwin nas cotações de 1,95 para o jogo Brasil x Haiti e apostamos na combinação «Vinicius Júnior marca e o Brasil vence».

Previsão IA para Brasil vs. Haiti

De acordo com os cálculos da nossa Inteligência Artificial, a Seleção continua a fazer parte do grupo alargado de favoritos ao título (6,6% – sétimo lugar). Além disso, o representante sul-americano ainda tem 57% de probabilidade de terminar o grupo em primeiro lugar. Para a previsão IA do Brasil vs. Haiti, as simulações da IA indicaram uma diferença de golos de +2,34 a favor da Seleção. É de salientar, no entanto, que o Haiti marcou pelo menos um golo em 58% dos casos. Daí resulta o valor para «Vitória do Brasil e ambas as equipas marcam – Sim».

Brasil – Estatísticas e forma atual

A combinação de Carlo Ancelotti com a seleção brasileira resulta em cinco títulos da Liga dos Campeões e cinco Copas do Mundo conquistadas. A reputação do treinador de 67 anos precede-o, pelo que a Federação da Seleção Brasileira se mostrou disposta a apresentar, pela primeira vez, uma equipa treinada por um técnico não brasileiro na fase final do Mundial.

Em campo, contam-se muitos jogadores ofensivos de classe mundial. Atrás deles, existem problemas que se consolidaram no jogo de estreia contra Marrocos (1:1). As zonas-chave para o desenrolar do torneio e, em parte, para a nossa previsão do jogo Brasil x Haiti são o centro do meio-campo e os laterais.

A primeira parte do primeiro jogo do grupo foi um sinal de alerta. Roger Ibanez pareceu sobrecarregado na lateral direita da defesa e foi substituído ao intervalo. Casemiro e Bruno Guimarães mal conseguiram entrar no jogo. Ancelotti manifestou o seu descontentamento ao efetuar quatro substituições até aos 65 minutos de jogo. Pelo menos, a Seleção conseguiu manter uma série notável: desde 1938 que o pentacampeão mundial não perde um jogo de estreia num Mundial.

Para o Brasil, está em jogo mais do que apenas três pontos

Três pontos contra o grande azarão estão firmemente previstos pelo campeão mundial recordista. Mas está em jogo muito mais: Ancelotti vai exigir uma reação – e é isso que o público também espera. Vinicius Júnior salvou a sua equipa com uma jogada individual brilhante. A Seleção vai precisar de mais jogadas assim no próximo jogo.

Ao extremo veloz que veste a camisola da seleção brasileira não falta, de forma alguma, empenho. Foi, de longe, o jogador da Seleção que mais fez sprints contra Marrocos (60) e atingiu uma velocidade máxima de 34,1 km/h. Se o jogador do Real Madrid repetir este esforço, terá boas hipóteses de marcar mais um golo na segunda jornada.

Além disso, nenhum outro jogador brasileiro no confronto com o Marrocos realizou sequer metade dos dribles de Vini Jr. (10). Outro motivo de esperança é o aumento da taxa de participações em golos de Vinicius Júnior com a camisola da sua seleção nacional. Nas suas últimas quatro partidas, o jogador de 25 anos somou o mesmo número de participações em golos.

Haiti – Estatísticas e forma atual

A qualificação bem-sucedida foi, para o Haiti, mais do que apenas um sucesso desportivo. Foi um momento de identidade nacional para um país que raramente vive momentos de alegria coletiva despreocupada. Durante a qualificação, «Les Grenadiers» atuaram de forma disciplinada, corajosa e eficiente ao mesmo tempo.

As vitórias contra a Costa Rica e a Nicarágua abriram as portas para a fase final – o segundo Mundial da história do país. Agora, a seleção de Sébastien Migne está num grupo com a Escócia, o Brasil e Marrocos – e ainda assim pode esperar conquistar, pelo menos, um ponto histórico.

Contra a Escócia (0:1), o Haiti mostrou porque não deve ser subestimado. Após o golo desviado de John McGinn, a equipa não se deixou abater, mas sim tornou-se mais ativa. A partir dos 29 minutos, os vermelho-azuis tiveram mais posse de bola, mais remates e, na fase final, as oportunidades mais claras. Até ao apito final, a seleção de Migne chegou mesmo a criar, no total, mais golos esperados (1,21 xG) do que a Escócia (1,05 xG).

Jogadores ideais para a transição

A abordagem pode ser bem resumida. Na maioria das vezes, o Haiti joga alternadamente num sistema 4-2-3-1 ou 4-4-2. A defesa deve ser compacta. Após a recuperação da bola, inicia-se o jogo ofensivo vertical. Longas fases de posse de bola não fazem parte do perfil de jogo típico, mas a equipa de Migne também sabe castigar os espaços abertos.

Jean-Ricner Bellegarde é o elo de ligação entre o meio-campo e o ataque. Consegue conduzir a bola, ultrapassar as linhas de pressão e acelerar as transições. Na frente, Duckens Nazon é provavelmente o avançado mais conhecido. As suas características são a experiência e o instinto goleador. Frantzdy Pierrot é fisicamente forte e marca presença na área.

Para dar profundidade e movimento, Wilson Isidor integra a convocatória. Além disso, Ruben Providence consegue acompanhar o ritmo nos um contra um e abrir espaços. Se «Les Grenadiers» encontrarem brechas na pressão por vezes descoordenada da Seleção, poderão surgir oportunidades de golo para a equipa menos favorita.

Brasil – Haiti Confronto direto / Balanço H2H

É o primeiro jogo no âmbito de um Campeonato do Mundo entre os dois adversários, mas não o primeiro confronto de sempre. Até agora, a Seleção venceu todos os três encontros – sempre por uma diferença de quatro ou mais golos.

Na década de 70, o pentacampeão mundial impôs-se por 4:0 num jogo de preparação – em 2004, conseguiu uma vitória ainda mais expressiva no segundo jogo de amigável (6:0). O último confronto até à data teve lugar em 2016, na Copa América – mais uma vez, o Brasil venceu por larga margem (7:1).

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Previsão: Brasil – Haiti

Os papéis estão bem definidos. O Brasil vai ter a posse de bola, o Haiti vai sofrer. A paciência será uma virtude para o grande favorito – mas a lentidão tem de ser deixada de lado. Um golo cedo acalmaria rapidamente o jogo e obrigaria o Haiti a abrir a sua estrutura defensiva.

Se o resultado se mantiver 0-0 durante muito tempo, o estádio pode ficar mais calmo e a pressão sobre o Brasil aumentar. Em ambos os casos, Vinicius Júnior passa para o primeiro plano com as suas habilidades no um contra um, a sua imensa velocidade e a sua vontade de provar o seu valor com a camisola da seleção nacional.

Estamos ansiosos por conhecer a equipa inicial de Carlo Ancelotti. Será que volta a colocar Casemiro, que parece um pouco pesado, no centro do campo e corre o risco de continuar vulnerável nas situações de contra-ataque? Como vai lidar com a posição de lateral-direito? Para estas posições, Danilo e Ederson, entre outros, estão em consideração. O que resta é o ataque e a dupla de alas de elite, composta por Raphinha e Vinicius Júnior.

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